sexta-feira, 29 de julho de 2011

Laboratórios humanos


     
      Concebidos em seus lares, às vezes despedaçados ou prestes a isto. Pessoas se testam a todo o momento numa busca incessante por novas sensações de prazer e loucura. Impossível determinar o motivo pelo qual tantos morrem nessa busca.
      Difícil eu falar do mundo dos compulsivos sem passar por caminhos conhecidos por mim pessoalmente. Uma linha nada tênue traçada a frente e você pula de um lado para outro sem remorso.
      Outras compulsões muito comuns se manifestam em pessoas também comuns e passam despercebidas no dia a dia. A quem diga que o gordinho ali deveria fechar a boca, o alcoólatra, o jogador ou o midiático. Tantas vertentes de um único impulso de compulsão e obsessão.
      O que alguém diria a pessoas com tais problemas? Pare? Tudo que o compulsivo não quer é começar porem dizer que deve parar é algo no mínimo óbvio e inútil. A medida em que o individuo se torna doente ele perde todos os valores ou os deixa em segundo plano. Tudo em nome disto ou daquilo ou até mesmo de tudo.
      Um ciclo se instala na mente, querer, obter, exagerar, arrepender, evitar, querer, obter... até morrer ou que seja prejudicar-se irremediavelmente. O fato está no quanto isto é comum e vivido diariamente por pessoas que querem e as vezes não sabem nem ao menos o que querem, apenas querem.
      Entra em questão, um shake letal que põe a pessoa numa vida de roleta russa: associar a compulsão com coisas altamente compulsivas. Não estou falando de chocolate ou de ver o mesmo seriado várias vezes, falo destes que usam drogas, bebem, falo de perversões e o abismo que suas vidas se transformam a partir de então.
      Ultimamente estou compulsivo por escrever e se quem estiver lendo entender um pouquinho do que falo aqui, vai ver que talvez seja um bom negócio.

Eder Mendes

Um comentário: