Caminho das águas
Águas que rolaram pelas encostas da minha estrada.
De uma vida marcada nos pés calejados da caminhada.
Caminhos secos e empoeirados que me levaram até aqui.
Recortes confusos de tempos nublados onde chorei, onde sorri.
Águas que caem esfriando meu pensamento fervilhante.
Hora acerto, hora erro e errado sigo o caminho de um errante.
Entre milhares de alternativas me mantive omisso e parado no tempo.
E na encruzilhada espero a direção mudar com o vento.
Águas que virão e novamente me levarão com a enxurrada.
Com elas sigo entre pedras, galhos e folhas pela estrada.
Até que ancore meu pensamento e meus sentimentos não mais represar.
Águas acalmem meu coração, chuva, vem sem demora me inundar.
Eder Mendes
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