segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bêbado blue, baby blues
Embaladas no blues, lágrimas obvias e sem emoção.
Fácil dor de um bêbado sem seu gole pra filosofar.
Trancafiado em grilhões de oportunidades que envelheceram sua geração.
 Voltar pra casa cedo e ter filhos pra criar.
Apagar cigarro em cinzeiros e só beber mais uma e ir de volta.
Coisas enferrujadas entre outras já mofadas lembrando que o tempo passou.
Esquecer os hinos dos rebeldes, ficar sem graça e sentar na praça feliz e sem revolta.
Tudo pra fazer alguém feliz e não a si mesmo, falar pouco com quem restou.
Botar filhos no mundo. Não gravar discos. Não tatuar. Não morrer aos vinte e sete. 

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