segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bêbado blue, baby blues
Embaladas no blues, lágrimas obvias e sem emoção.
Fácil dor de um bêbado sem seu gole pra filosofar.
Trancafiado em grilhões de oportunidades que envelheceram sua geração.
 Voltar pra casa cedo e ter filhos pra criar.
Apagar cigarro em cinzeiros e só beber mais uma e ir de volta.
Coisas enferrujadas entre outras já mofadas lembrando que o tempo passou.
Esquecer os hinos dos rebeldes, ficar sem graça e sentar na praça feliz e sem revolta.
Tudo pra fazer alguém feliz e não a si mesmo, falar pouco com quem restou.
Botar filhos no mundo. Não gravar discos. Não tatuar. Não morrer aos vinte e sete. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Bruna, Bianca e Bettina.



O amor é sem medidas e inescrupuloso, sem explicar toma conta é abundante e superabundante.
O amor é bonito de se ver e falar, nem sempre de se viver nem sempre de se amar.
O amor é construir, se não correspondido, também pode destruir.
O amor faz crescer e quanto maior for, mais faz caber.
  

Então ame sem demora, tire de dentro e ponha pra fora.
Então deixe ser amado, mesmo que seja longe, mesmo estando ao lado.
Então faça o amor valer, em meio a noite negra ou vendo o sol nascer.
Então viva o amor de verdade, com proximidade ou com saudade.

Seja fiel e tome cuidado, pode morrer se não for regado.
Seja paciente e tenha energia, lidar com a tristeza conter a euforia.
Seja calmo e deixe viver, se for abafado pode morrer.
Seja como for, só existe sentido para a vida se existir o amor.

Sobrinhas e filha, amigos e irmãos, amor é isto, vos amo e não da pra explicar...